terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Fechado

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para balanço.
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Self-destruction

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Não, não preciso. Não preciso que me chamem nomes ou me mostrem a minha incompetência. Não, não preciso. Não preciso que me façam ver as mil coisas que tenho em mãos e não sei gerir. Não, não preciso. Não preciso que me chamem à razão ou me digam que estou louca. Não, não preciso. Não preciso de um mundo inteiro virado contra mim, a cada instante e quando menos desejo. Não, não preciso. Não preciso que me mandem bocas foleiras por isto ou por aquilo, porque agi mal ou simplesmente porque lhes apetece. Não, não preciso. Não preciso de ser bombardeada com pensamentos estranhos e elaborados, antevendo futuros cinzentos e sem graça. Não, não preciso. Não preciso que me destruam lentamente com o que me dizem... com o que me mostram... ou com o que me fazem.
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Não, obrigada, não preciso.
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[eu própria me encarrego disso]

domingo, 21 de dezembro de 2008

Amar (-te) #4

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é (re)ver todo o meu mundo com novos olhos.
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[obrigada*]

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Feliz...

Feliz Natal...

Feliz 2009...

Feliz vida.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Telegrama

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tudo bem STOP muito trabalho STOP pouco tempo STOP um frio do caraças STOP voltarei STOP

:)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Terapia de neve

Neva.
Neva e o branco cobre o chão, desenha árvores e beija telhados de catedrais.
Neva e o tempo é... mas devagar. Mais devagar. Os carros... as pessoas... o mundo, em câmara lenta.
Neva e pode ouvir-se o silêncio.

Neva no meu coração também. E por alguns momentos também ele é beijado pela neve. Também ele desacelera. Também ele se cala para ouvir nevar.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Amar (-te) #3

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é ter a certeza que me encontras quando estou perdida.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

...

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Quero que me esperes na estação e me convides para jantar com um amigo.
Que me leves ao italiano.
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Quero passar 12h na cama mesmo sabendo que não dormiremos nem metade.
Que corras para o duche comigo.
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Quero almoçar num qualquer restaurante giro da cidade.
Que a sobremesa seja gelado.
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Quero que me leves a ver o sol de Outono na praia.
Que nos tires fotografias.
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Quero que me proponhas jantar por casa.
Que me digas que sentes falta disso.
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Quero adormecer nos teus braços e acordar com o cheiro dos croissants de ovo.
[Não… quero que sejam de chocolate!]
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Quero que te deites, outra vez, ao meu lado.
Que faças amor comigo.
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Quero que me leves à estação.
Que me digas que me amas.
Para sempre.
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(Quero) mais um dia ou dois…
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Diálogos (im)possíveis #17

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[ 1º dia de formação; horário das sessões 17h-20h; turma de 23 formandos considerada de "alto risco"; hora local 17h20; nº de formandos em sala (e todos na última fila): 4]
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- Boa tarde.
- Boa tarde.
- Eu tenho que sair às 17h30 e só posso voltar às 18h45.
- Diga-me o seu nome para tomar nota, por favor.
- ...err... João de Tal... olhe lá... já está para me chatear?
- O Sr. João está para me chatear a mim?
- ...err... hmm... não...
- Então óptimo, Sr. João! Tenho a certeza que nos vamos dar bem.
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[devo confessar-vos que, só da 1ª sessão, tenho textos para mil diálogos (im)possíveis! ]

O novo desafio

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Basicamente consiste em:
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- Pegar no livro que estiver mais perto
- Abrir na página 161
- Escolher a 5ª frase completa
- Escrever a frase no blog
- Não andar a ler tudo para ver qual é a melhor frase nem escolher o melhor livro, é mesmo o mais próximo.
(- Passar a 5 pessoas)
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Précis d’Hygiène, Dr. Macaigne, Paris, 1911
[ a verdadeira relíquia, nem foto consigo encontrar ]

“Cette considerátion nous montre combien importante est la question de l’alimentation dans l’hygiène du nourisson.”
[ hmm...pois... deveras interessante! ]
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[ Medo. Está provado que, à minha volta, tudo pode acontecer... obrigada, João :) ]
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Passaria horas

só a olhar... a beber dos movimentos etéreos... da calma.


Quero calma... e sou uma tempestade em mim.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tenho tanto para contar

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mas não sei como fazê-lo.
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[ e isso dói ]
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Provérbio actualizado #8

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A verdade é como o azeite: custa um bocadinho a digerir.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

8 coisas

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que sonho fazer (em resposta ao desafio, quase impossível de tão difícil que é, da Mimanora)
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- passear de barco em Paris, ler um livro no Hyde Park em Londres, ver as iluminações de Natal em NY... muitas vezes!
- ouvir os meus amigos e os amigos deles
- voltar a sorrir daquela maneira
- continuar fiel aos meus príncipios: não discutir por causa de dinheiro, não ir dormir chateada com o marido/namorado/whatever
- ler muito
- viajar muito
- aprender (muito) mais
- ter juízinho até à hora da morte
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[e, de repente, podia ficar o dia todo nisto]

domingo, 30 de novembro de 2008

Amar (-te) #2

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é ter medo que uma vida inteira seja pouco.

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Diálogos (im)possíveis #16

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(...)
- Mete o carro na garagem.
- Não vale a pena, fica cá fora.
- Mete!
- OK, ok!
- Estás a ver a rampa?
- Ya, o carro ainda tem luzes.
- Mas tem cuidado porque bate ao descer.
- Está bem , vou devagarinho.
- Vai mais devagar.
- Parece-me impossível...
- Não estás a ver a rampa?
- Aquela que estamos a descer devagarinho para não bater?!
- ...
- ...
- Olha, deixa ali ao lado do meu, estás a ver?
- Sim...
- Cuidado com o poste agora ao virar..!
- F*da-se! Não subesmites as minhas capacidades de condução!
- Não, nada disso! É que as outras costumam bater ali...


[err... onde é que eu ia mesmo? ...valeu-te o tom jocoso, foi o que foi!]

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Todos os dias

acordo com o coração pesado. Levanto-me... e ele fica aí.
São demasiadas pedras já à minha volta, uma por dia, num muro invisível; não me posso permitir tentar ainda carregar com o meu coração.
E então saio de casa, com pensamentos que o coração deixou na cabeça e falo comigo, para dentro, todo o caminho. Falo contigo também, mas há muito tempo que não me ouves.

Os dias passam num esforço de normalidade, continuo a rir-me (às vezes até com vontade...), mas a alegria com que fazia as minhas palhaçadas deixou de ser a mesma. Há algo forçado em mim... será a normalidade. Será?

Volto a casa num mar de associações em pensamentos, com cheiros, com palavras, com fotografias, que se impõem às conversas que tolero. Tendo em conta que as pessoas que me conhecem começam por odiar-me e logo achar que sou uma pessoa muito atenta nas palavras, no que escuto, no interesse que demonstro... hoje dei-me conta que sou uma pessoa não só mais passiva... mais agressiva.

E deito-me na nossa(?) cama, onde esta manhã deixei o meu coração... pesado.


terça-feira, 25 de novembro de 2008

O outro desafio



(não estava esquecido, não...perdoem-me a demora!)
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Dave Matthews Band
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1) És homem ou mulher? Sister
2) Descreve-te: Some devil
3) O que as pessoas acham de ti? Crazy
4) Como descreves o teu último relacionamento: Stay or leave
5) Descreve o estado actual da tua relação: Oh
6) Onde querias estar agora? Satellite
7) O que pensas a respeito do amor? Two step
8) Como é a tua vida? So much to say
9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Crash into me
10) Escreve uma frase sábia: You might die trying

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Fiz por merecer

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os 15 minutos de banho turco pass(e)ando 45 em cima da passadeira.
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[hoje voltei ao ginásio]
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domingo, 23 de novembro de 2008

Amar (-te)

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é ter medo de (te) perder.
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Este domingo

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podia ter contrariado os outros todos.
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Mas, com um bocadinho de não-sei-bem-o-quê, lá consegui estragá-lo também.
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[desculpa]

sábado, 22 de novembro de 2008

Post Scriptum

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10 anos hoje.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O Natal está quase aí...

e, bom... o pessoalzinho já pertence a uma era avançada... aprecia um bom design, uma boa ergonomia... tem nível (e tanto...).
E, assim sendo, está decidido:
a Ti vai ser prazenteiramente presenteada com este!

Digam lá, não é um fofo? Quem é amiga, quem é?

P.S.- Bom diaaaaaaaa! ;)

Para Ti e para Mim

Kisses for the misses... porque também já merecemos, bolas!



[muito mimo para nós... quilos de mimo para nós!]

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Receber prémios é bom

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"O conceito deste prémio passa por reconhecer valores culturais, éticos, literários e pessoais, transmitidos de forma criativa e original nos pedacinhos rabiscados por cada blogueiro que o receba."
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Há uns tempos atrás este blogue foi premiado (obrigada, gajo)
Na altura, estupidamente, não fiz disso notícia.
Mas agora sinto vontade.
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[recebam-no como sendo vosso também]
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O meu vizinho

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1) trabalha na fábrica.
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2) não paga o condomínio há anos.
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3) toma o pequeno-almoço na pastelaria todos os dias.
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Eu também não.
Eu também não.

Eu também não.

[nota-se muito que o aviso "poderá haver interrupção no fornecimento de electricidade e água nas zonas comuns do edifício por falta de verbas do condomínio" me põe fora de mim? f*****da-se]
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Adenda: e se vos disser que o valor do condomínio não ultrapassa os... digamos... err...vá... 19 euros/mês?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

In a little while...

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...
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-
[ e voltei a ver um concerto em casa]
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sábado, 15 de novembro de 2008

Ontem

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recebi um caderninho desta colecção que diz na capa:
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Gosto de dizer. Direi melhor, gosto de palavrar.
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[conheces-me como ninguém]

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sem medo

Sei de cor cada lugar teu

atado em mim, a cada lugar meu

tento entender o rumo que a vida nos faz tomar

tento esquecer a mágoa

guardar só o que é bom de guardar.

 

Pensa em mim, protege o que eu te dou

Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou

sem ter defesas que me façam falhar

nesse lugar mais dentro

onde só chega quem não tem medo de naufragar.

 

Fica em mim que hoje o tempo dói

como se arrancassem tudo o que já foi

e até o que virá e até o que eu sonhei

diz-me que vais guardar e abraçar

tudo o que eu te dei.

 

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos

e o mundo nos leve p’ra longe de nós

e que um dia o tempo pareça perdido

e tudo se desfaça num gesto só

 

Eu vou guardar cada lugar teu

ancorado em cada lugar meu

e hoje apenas isso me faz acreditar

que eu vou chegar contigo

onde só chega quem não tem medo de naufragar.

Mafalda Veiga - Cada lugar teu

[suspiro... e espero]


Diálogos impossíveis #15

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(há noites frias, passadas à lareira, em muitas aldeias perdidas deste país)
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(...)
Avó: Então mas porque fizeste isso?...tu achas que alguma vez irás encontrar alguém melhor para ti?!
Neta: ...
Avô: Está calada, melher! Tu não percebes nada disto!! Não ouviste a neta dizer que não era feliz?...ai...!
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sábado, 8 de novembro de 2008

Hoje

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é o primeiro dia do resto da minha vida.
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[ tenho uma casa cheia de metades vazias *** ]

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Livros e Filmes

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Fui, também eu, desafiada...
Isto parece-me uma tarefa complicadíssima por sentir que estou a injustiçar os outros milhentos livros e filmes que me passaram pelas mãos (ou pelos olhos...)
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Confesso que tentei não pensar muito... numa tentativa de escolher os primeiros que me vieram à cabeça (acreditando que isso significaria algo importante).
Aqui vai, então...
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Filmes:
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- Before Sunset (2004), pelo Amor, por Paris, pelo contínuo diálogo, por me rever imenso nele;
- Schindler´s List (1993), pela duração, pela cor, pela História;
- The Pianist (2002), pelo olhar dele, pelas voltas da vida, pela coragem;
- Shine (1996), pelo sofrimento, pela persistência, pela dureza do incrível Rach3;
- Spider (2002), pela interpretação, pela profundidade psicológica, pela infância.
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Livros:
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- Saramago, todos, porque sim;
- As Paixões da Alma, Descartes, pelas maravilhosas descrições científicas dos sentimentos;
- Herdeiros do Ódio, Virginia Andrews, por ter sido, talvez, primeiro romance que li (depois li o resto da série toda e vi o filme, o que para a idade foi assustador... e mais tarde, uma desilusão);
- As Cinzas de Ângela, Frank McCourt, por ser autobiográfico, pelo luto, pela força (nunca vi o filme mas descobri agora que ele existe...);
- A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón, por tê-lo lido recentemente, por ser um belíssimo livro sobre livros.
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[e eu com tanta pena de serem só 5...]

domingo, 2 de novembro de 2008

Para ti...

Não há palavras que possa escrever que superem o abraço que terei sempre para ti.
Um beijo no teu coração, sister.

Tenho saudades...


... de te ver chorar a rir.
E de comer castanhas contigo no S. Martinho.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Eu tinha uma bomba nas mãos (VI)

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ela explodiu
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e eu preciso que me abracem.
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[ mas tanto...]

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eu tinha uma bomba nas mãos (V)

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ela explodiu
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e eu estou apavorada.

Eu tinha uma bomba nas mãos (IV)

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ela explodiu
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e ninguém pode prever a real dimensão da tragédia.

Eu tinha uma bomba nas mãos (III)

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ela explodiu
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e os estilhaços atingiram um mar de gente.

Eu tinha uma bomba nas mãos (II)

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ela explodiu
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e (des)fez-me em cem mil pedaços.

sábado, 25 de outubro de 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Por favor, digam-me uma coisa

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Acreditam, verdadeiramente, em happily ever after?


[... sejam sinceros ...].

domingo, 19 de outubro de 2008

103 dias...


(...)

- Saudades...

- Eu também...

(clic)

Do fim-de-semana

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Extraordinário.
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[é pá, que merda!]

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Diálogos (im)possíveis #14

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- Então mas o que é que se passa?
- Ora bem, já sabes como tem sido a minha vida nos últimos anos, não já?
- Já.
- (...)
- (...)
- Pronto. Digamos que... piorou.
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Diálogos (im)possiveis #13

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(Conversa entre 2 amigas, quase irmãs, depois de terem estado várias semanas sem falar uma com a outra)
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- 'Tou?
- 'Tou.
- (...)
- (...)
- Pois.
- É.
- (...)
- (...)
- Tu também?
- Parece que sim.
- Merda.
- (...)
- E agora podíamos, facilmente, passar a próxima meia hora a chorar cada uma do seu lado da linha.. não?
- Podíamos.
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Diálogos (im)possíveis #12

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- E há quanto tempo é que isso dura(va)?
- Sei lá... se calhar desde 2003...
- 2003?! isso é muito tempo!
- Não. Muito tempo era se eu dissesse 98... "Desde 98" é que há muito tempo...
- Humm... medo... acho que prefiro não saber por que razão escolheste "98"...

[pois...]

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Companheiros neste circo que é a vida...

Palhaços sem fronteiras é uma O.N.G. que se dedica a levar sorrisos onde apenas existem lágrimas.
Nas malas levam armas contra a violência psicológica mais poderosas que uma M16. E lutam como cães.
Regressam a casa das suas missões a transbordar de uma dor moinha (das que duram...) causada por imagens e relatos que não podem apagar da memória. E uma satisfação imensa que vive eternamente de todos os sorrisos sinceros, sôfregos, sedentos que lhes oferecem.
São grandes deuses que nunca deixam de sentir-se demasiado pequenos (demasiado pouco... demasiado pouco).
Gente a quem se tem de agradecer por existir.

Ontem tive o privilégio de ver o documentário "Diario de guerra de un payaso" , de Mikio Tsunekawa, junto a um dos protagonistas. Este documentário, que estreou no festival Docs Barcelona, mostra uma colecção de momentos (não há adjectivos suficientes...) filmados ao longo de três missões humanitárias na Palestina.
Palhaços de todo o mundo, que arriscaram a vida (e continuam a arriscar) em troca dos sorrisos que lhes alimentam a alma.




segunda-feira, 13 de outubro de 2008

...

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[ tenho dito ]
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Hoje, depois de sair do trabalho,

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o meu corpo foi para Norte.
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[abençoadamente, o resto de mim teve outra sorte]
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Feels like

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lightning running through my veins, everytime I look at you.
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Trazia na mente o sol que me acompanhara na viagem, e outras 300 mil coisas indizíveis.
Sabia, tão bem como tu, que daquele exacto momento dependeria toda a história da Humanidade (ou a parte dela que a nós dirá respeito). Por mais redutor que pudesse parecer, não duvidava que todo o futuro seria ditado ali. Ditado e escrito, ali. Mil vezes, naqueles míseros segundos. Numa espécie de Big Bang à escala literária.

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(... e foi)
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[E não adianta provarem-me que uma qualquer geometria tempo-espaço existia antes daquilo. Física quântica? uma treta! O tempo e o espaço começaram ali, no preciso momento em que a matéria se mostrou]
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Anyone else but you

You're a part time lover and a full time friend
The monkey on your back is the latest trend
I don't see what anyone can see in anyone else...but you

I'll kiss you on the brain in the shadow of the train
I'll kiss you all starry eyed my body swingin' from side to side
I don't see what anyone can see in anyone else...but you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see in anyone else...but you

Pebbles forgive me, the trees forgive
So why can't you forgive me
I don't see what anyone can see in anyone else...but you

I will find my niche in your car
With my MP3, DVD, rumble pack guitar
I don't see what anyone can see in anyone else...but you

Up up down down left right left right B A start
Just because we use cheats doesn't mean we're not smart
I don't see what anyone can see in anyone else...but you

You are always tryin' to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see in anyone else...but you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, I want more stage
I don't see what anyone can see im anyone else...but you

Don Quixote was a steel driving man
My name is Adam I'm your biggest fan
I don't see what anyone can see in anyone else...but you

Squinched up your face and did a dance
Shook a little turd out of the bottom of your pants
I don't see what anyone can see in anyone else...but you

But you...

by The Moldy Peaches

[This is one of the sweetest and simplest songs I've heard... I wish it could all be this sweet, simple and naif]

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Durante o sono...

"És das coisas mais bonitas que pode haver..." - disse ele, enquanto dormia.

Ela acordou com a frase e sorriu por dentro. Enquanto voltava ao sono profundo e aos sonhos angustiantes que a perseguem, lembra-se de ter pensado que ainda havia esperança em sonhar coisas doces.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Half-awake

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Stay out super late tonight picking apples, making pies
Put a little something in our lemonade and take it with us
We’re half-awake in a fake empire
We’re half-awake in a fake empire
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Tiptoe through our shiny city with our diamond slippers on
Do our gay ballet on ice
Bluebirds on our shoulders
We’re half-awake in a fake empire
We’re half-awake in a fake empire
.
Turn the light out say goodnight
No thinking for a little while
Lets not try to figure out everything at once
It’s hard to keep track of you falling through the sky
We’re half-awake in a fake empire
We’re half-awake in a fake empire.
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(Fake empire, The National)
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[After all, I guess that was it...]
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

... impotência lexical.

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Jurei a mim mesma que de hoje não passaria.
Ando há dias a tentar pôr para fora aquilo que me vai dentro. Venho aqui vezes sem conta e escrevo e reescrevo ou simplesmente não escrevo nada.
Travo uma luta interior em que qualquer semelhança com uma batalha medieval não é mera coincidência: há castelos e cercas urbanas, sistemas tácticos, avanços e retiradas estratégicas, armas de fogo, bestas e arcos ingleses, cavaleiros e soldados apeados.... E, depois, o pior é que, no campo de batalha, o exército continua parado.
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Sinto-me presa dentro de mim, quero gritar e não posso. Ou não consigo.
Não há lutas piores do que as que travamos dentro de nós. Aquelas que são contra nós. Que são a nosso favor.
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Sou, neste momento, um campo de batalha. Não há mortos nem feridos, por ora.
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Resta-me saber quanto tempo mais vou continuar sem me virar do avesso, sem conseguir descrever o que sinto. Quanto tempo mais me faltarão as palavras. Quanto tempo mais sofrerei desta espécie de...
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No sábado tive um jantar de amigos

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São quase 2h da manhã.
Converso com uma amiga, no corredor, à porta de casa dela, em jeito de despedida que se arrasta pelo tanto que há para dizer.
Entretanto, vão saindo outros convidados. A nossa conversa continua.
De repente, alguém pára ao nosso lado. Interrompe-nos com a sua mera presença (que as conversas de mulheres são sempre segredos).
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Detém-se nos meus olhos:
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"Não sei se é de ti ou se é do teu casaco mas..."
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De imediato, suspira enquanto encolhe os ombros.
Abandona o prédio.
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Finjo não entender.
Ela finge comigo.
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[Keep talking, please]

domingo, 5 de outubro de 2008

Gastronomias

Há lá coisinha mais sexy que um homem cozinhar para uma mulher... e bem?

[Pronto, haverá... mas... ;) ]

sábado, 4 de outubro de 2008

You quench my heart

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Hey, my love, I came to you with best intentions
You laid down and gave to me just what I'm seeking
Love, you drive me to distraction
Oh my love you came to me like wine comes to this mouth
Grown tired of water all the time
You quench my heart and,love, you quench my mind
.
Let's celebrate
Celebrate we will
'Cause life is short but
Sweet for certain
We climb on two by two
To be sure these days continue
Things we cannot
Celebrate you and me
Climb two by two, to be sure
These days continue
Things we cannot change
.
So my love, do you believe that we might last a thousand years
Or more if not for this,
Our flesh and blood
It ties you and me right up
Tie me down
Celebrate we will
Because life is short but sweet for certain, hey
We climb on two by two
To be sure these days continue
Things we cannot change
.
Oh, my love I came to you with best intentions
You laid down and gave to me just what I'm seeking
.
Celebrate we will
'Cause life is short
But sweet for certain hey
We climb two by two
To be sure these days continue
Things we cannot change...
Things we cannot change.


(Two step, Dave Matthews/Tim Reynolds)
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Love

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taught me to lie.
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[Cannonball, Damien Rice]

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sr. Saramago, se me está a ouvir,

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por favor despache lá o livrinho que todos sabem já estar pronto.
O fragmento não me é bastante. Preciso de fazer a viagem toda.
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[que ressaca, pá...]

Provérbio actualizado #7

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Cão que ladra não dorme.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Diálogos (im)possíveis #11

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(...)
- E posso abraçar-te um dia destes? posso?
- Podes fazer mais que isso... podes deixar que não passe um dia sem me abraçares *
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[1 month & counting]

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Provérbio actualizado #6

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A quem tudo quer saber, nada se lhe esconde.
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Afinal

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parece que eu também tenho um lado assim a puxar para o racional.
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[e isso é f*dido]
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pensamentos soltos #1

Ontem, a sua melhor amiga de infância e adolescência foi mãe. Não sabia sequer que estava grávida... chegou-lhe a mensagem com a novidade. Foi feliz por ela, triste porque a vida as separou sem que o quisera e não poderá partilhar esses momentos de felicidade extrema.

Eu... bem, eu gasto quase vinte euros por mês para poupar óvulos, à espera que um sonho premonitório me avise que chegou o momento.

Do fim-de-semana

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(...)
So if another door closes
I hope you feel the window opening
There´s people hurrying down the lines
Don’t waist your days, life slips away
Like butter from a knife…

(Another door closes, Jont)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Diálogos (im)possíveis #10

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- (...) no fundo, é como se, algures na tua vida, tivesses lançado 15 boomerangs ao mesmo tempo! ... e agora eles estivessem a voltar...
- ... percebo... sabes, tenho a sensação que pouco mais posso fazer do que me ir desviando deles...
- humm... eu diria que podias começar por deixar de atirar mais boomerangs...
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[*glup*]

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Do check-upzinho...

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Hemograma, plaquetas, velocidades de sedimentação, glicose, ureia, ionograma, bilirrubinas, ácido úrico, triglicerídeos... nada.
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Ecografias, mamografias, citologias... nada.
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Escuso-me, porém, a tirar conclusões.
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[é que nem um miligramazinho de colesterol a mais... *humpf*]

Provérbio actualizado #5

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Não há luar como o de Janeiro nem amor como o terceiro.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Presente infinito

Estou presa num presente infinito.
O que deveria ser o prazer de viver cada momento tornou-se uma tortura. A tortura de viver cada momento.
A espera.
A esperança em que...
... antes de que este amor se resigne ao silêncio.

domingo, 21 de setembro de 2008

Lowered in the ground

(Gravedigger, Dave Matthews/Tim Reynolds)

[ou como eu odeio domingos]

sábado, 20 de setembro de 2008

Fantasmas ou como perder a fome às 7h43m

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Acordo.
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7h26m
Sento-me na cama. Ligaste-me porquê?
Levanto-me, vou à casa de banho. Lavo os dentes. Volto para a cama.
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7h31m
Sento-me na cama. Hoje porquê?
Levanto-me, vou à casa de banho. Faço xixi. Volto para a cama.
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7h37m
Sento-me na cama. Ao fim deste tempo todo para quê?
Levanto-me, vou à cozinha, tiro leite do frigorífico. Verto cereais numa taça.
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7h41m
Volto ao quarto. Sento-me na cama. Não penso.
Pego no telemóvel. Duas chamadas não atendidas. Volto à cozinha.
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7h43m
Arrumo o leite no frigorífico.
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[Tiras-me a fome. Mas - por ora - não me assustas.]

Diálogos (im)possíveis #9

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(a cena passa-se no meu 1º ano de Universidade, nos já longínquos finais dos anos 90. Tinha comprado o meu 1º telemóvel há cerca de 2 meses e, estou em crer, que o tinha na mão. Acabara de ser apresentada ao pai daquela que viria a ser uma das minhas melhores amigas.)
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- Então estás a gostar de estudar aqui? Da cidade e tal?
- Sem dúvida, Sr. João. Estou a gostar muito.
(…)
- Olha lá, tu és da TMN, não és?
- Sou, Sr. João…por acaso, sou.
- Eu vi logo…
- ??!
- … é que tens um rabinho que é um “mimo”!
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[fui naif, bem sei… mas qual foi a parte de o Sr. João ser PAI de uma das minhas melhores amigas, e consequentemente eu ter idade para ser filha dele, que o próprio não entendeu? Ai, ai… :) ]

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

...

Sabes aqueles dias em que temos de estar preocupados e atentos ao nosso trabalho e ao de outras duas pessoas, uma das quais ou nos chama de dois em dois minutos para fazer uma pergunta ou fica ao nosso lado sem dizer nada enquanto trabalhamos, e vemos que está aí pelo canto do olho à espera que reparemos nela para finalmente nos perguntar algo...? E como se não bastasse até a chefe precisa que lhe forneças dados a uma frequência superior à normal? Tudo isto quando o meu próprio trabalho já me enche o camiãozinho de areia? E...? Sabes? Sabes?

Justamente quando a vida pessoal está... vamos la ver... inconsistente, passando o eufemismo!

Cereja no topo do bolo? Até a Optimus, que nunca me deu razão de queixa, resolve fazer uma grande filhadaputice!

E o que é que eu digo a tudo isto?! (narina muito aberta e arzinho a sair...) Nada.

Note to self: Lembrar de ir urgentemente a uma qualquer montanha gritar que nem uma perdida.

Aaaannnnfffff... (soa a suficientemente farta?!)

A propósito...

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... do post em que tão ilustre blogger nos deu a conhecer a música que lhe dá "vontade de andar a pular pela casa enquanto o volume está no máximo", lembrei-me de uma das músicas que tem o mesmo efeito em mim.
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Play attention :)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Diálogos (im)possíveis #8

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"- Did you know. . . I hardly remembered you.
- Hardly remembered?
- I mean. . . I mean it's always the same. Each time I see you. You happen to me allover again."
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(The Age of Innocence)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

I'm getting older too...

Somos seres complicados... Feitos de uma complexidade de sentimentos tal, que no limite de um equilíbrio precário entramos em curto-circuitos emocionais.
Electrocutamos quem se arriscou a estar perto. E olhamos os corpos que caem, perplexos com a brutalidade do choque.
Electrocutamos quem quis arriscar-se a estar perto. Quem sabe que se sobrevive não volta a ser o mesmo. E que talvez nunca recupere...


Somos seres complicados... cliché, mas verdade.

Por via das dúvidas

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Atingi o meu peso mais baixo dos últimos 4/5 anos.
Das duas, uma: ou estou apaixonada ou estou doente.
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[... era um check-upzinho para a mesa do canto, faxavôr]

domingo, 14 de setembro de 2008

Once in a while...

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"(...) It turns up when you don't really expect it. It’s like one day you realize that the fairy tale may be slightly different than you dreamed. The castle, well, it may not be a castle. And it’s not so important happy ever after, just that it’s happy right now. See once in a while, once in a blue moon, people will surprise you, and once in a while people may even take your breath away."
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(Meredith, Grey's Anatomy)
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[...what then?]
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sábado, 13 de setembro de 2008

Há noites em que...

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... as palavras são corpos
são desejos e urgência
são paredes e sofás.
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Há noites em que...
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... as palavras são beijos
são mimos e abraços
são o colo que me dás.
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[há noites em que as palavras somos nós]
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Diálogos (im)possíveis #7

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(...)

- É como se tivesses saudades minhas sem nunca me teres tido...?
- Muito mais que isso...
- ??
- ... é como se fosses os meus dias há anos.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Heart stumble

I broke into so many pieces that I don't know if I'll ever be able to redeem myself for being now the merest shadow of what I am.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Quero ir contigo

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"Cheira intensamente a maçãs na antiga sala de bilhar. Estão espalhadas por todo o lado: no chão, no pano verde, dentro dos cestos e canastras. Ia dizer: dentro de ti.
Porque é também o teu cheiro: não só a madressilva e às ervas das areias, mas a maçã camoesa, reineta, bravo de esmolfe.
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(…)
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Despe-te, pedes, um certo fim de tarde, era Julho, tenho a certeza que era Julho pela tonalidade de luz e sombra que a essa hora se coalhava num dos cantos da sala de bilhar. Não há pudor entre nós. Obedeço. Ficas a olhar para mim.
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(...)
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- Quero ir contigo
- Diz outra vez
- Quero ir contigo
- Não, a palavra, diz só a palavra que não se diz, diz a palavra de que eu gosto
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Mas eu não digo.
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(...)
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- Quero ir contigo, insisto.
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Mas tu já estás a divagar. Começas a dançar, fazendo gestos largos, como se agitasses invisíveis véus.
Assim te despes, devagar, dançando sempre. É a primeira vez que te vejo nua, completamente nua, posso mesmo dizer que estás nua por fora e por dentro, não é só o teu corpo que me mostras, é algo mais, alguns diriam alma, eu não sei como dizer, sei que estás dentro e és tu, a tua nudez é uma nudez espiritual.
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- Dá-me um beijo na boca, dizes.
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Eu beijo-te. Sabes a maçã, a Julho, talvez a Deus. Por mais estranho que pareça, apetece-me rezar.
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- Agora beija-me aqui – e apontas o teu sexo.
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Eu assim faço.
Sem pudor, sem pecado, sem remorso.
Estamos nus na sala de bilhar, é Julho, posso jurar que é Julho, dizemos palavras proibidas que pelo modo como as dizemos são santas e sagradas, os nossos gestos são castos, talvez perigosos, mas castos, ou, pelo menos, inocentes. Estamos nus, é Julho. E o espírito de Deus, se Deus existe, paira de certeza sobre nós."
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(in A terceira rosa, Manuel Alegre)
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[... irrepreensível]

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Diálogos (im)possíveis #6

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- Para mim pode ser um panado... com arroz de feijão... não, de cenoura... mas pouco... e um bocadinho de salada... com mais tomate do que alface... ah! e sem cebola...
(...)
- Para mim pode ser o mesmo mas com mais alface, por favor.
- 'Tás a ver?! e depois admiras-te quando eu digo que és esquisita!
- ??!
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[Homens... hmpf]

Provérbio actualizado #4

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Não deixes para amanhã o que deixaste ontem para fazer hoje.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

In memoriam

Talvez uma das frases mais fortes deste filme e que tão cruamente descreve o horror de uma ditadura, da falta de liberdade. Algo que muitos de nós nunca poderemos, verdadeiramente, entender. E que muitos outros ainda vivem.













"Me quieren matar por lo que pienso."
Javier Cámara in Los Girasoles Ciegos

domingo, 7 de setembro de 2008

Enésima vez

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“Ao certo, ao certo, ninguém sabe quando. Talvez (…) desde sempre. Ou até antes, antes de serem, antes do tempo, antes de tudo. Talvez por uma qualquer fatídica ou benéfica conjunção astral. Era assim: ela e só ela, como a outra metade de si mesmo. E dentro dele, o sangue do avesso.”

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(in A Terceira Rosa, Manuel Alegre)

sábado, 6 de setembro de 2008

Cagagésimo de segundo

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(def.) tempo que decorre entre o aparecimento da luz verde do semáforo e o som da buzina do carro imediatamente atrás de nós.
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Todos os dias ando de carro.
Todos os dias páro em (muitos) semáforos.
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E o que é que eu às vezes faço quando o condutor do carro de trás, aguardando apenas um cagagésimo de segundo (ou nem isso!), me buzina?
Desligo o motor.
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“E porquê, Ti, porquê?” … basicamente, porque posso.
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Depois, é só levantar a mãozinha e, de forma atabalhoada, seguir o meu caminho calmamente.
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[o gozo... o gozo que isto me dá.]

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Do irritar profundamente...

... ou daquelas coisas que mexem com os nervos de uma pessoa, por muito que se racionalize:

Por que é que existem pessoas que têm a mania de assobiar todas as canções que adoram... e o fazem, mesmo dando TODAS... as notas... ao lado?!

Obrigada, senhores, por me fazerem ter estes pensamentos que me aliviam em dias difíceis.

Um dia...

. [tudo conspira para que assim seja]

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O mais insuportável

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“Já quase velho, tentando explicar-me o seu estado naquele dia interminável, (…) disse-me sem nenhum esforço: Era como estar acordado duas vezes. Essa frase fez-me pensar que o mais insuportável (…) deve ter sido a lucidez.”
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(in Crónica de uma morte anunciada, Gabriel García Márquez)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

É o último, prometo!

[sob pena de nunca mais ninguém cá voltar... e só porque já estava prometido]
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ART.135 – Dos suspiros

A causa dos suspiros é muito diferente da das lágrimas, embora, como estas, pressuponham a tristeza. Efectivamente, ao passo que se é levado a chorar quando os pulmões estão cheios de sangue, é-se levado a suspirar quando estão quase vazios e quando qualquer prenúncio de esperança ou de alegria abre o orifício da artéria venosa, que a tristeza tinha contraído: porque então o pouco sangue que resta nos pulmões, caindo de repente no lado esquerdo do coração por essa artéria venosa, impelido pelo desejo de alcançar essa alegria, desejo que agita ao mesmo tempo todos os músculos do diafragma e do peito, faz com que o ar seja impelido pela boca para os pulmões, onde vai ocupar o lugar deixado por esse sangue. E é isto que se chama suspirar.
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(in As Paixões da Alma, Descartes)
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Continuo maravilhada com estas descrições :)

Eternal sunshine of the spotless mind

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"- This is it (…) It's going to be gone soon.

- I know.

- What do we do?

- Enjoy it."

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[Às vezes, tenho medo.]

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ainda as paixões da alma...

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ART.69 - Que há apenas seis paixões primitivas
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Mas o número das que são simples e primitivas não é muito grande. Porque, passando em revista todas as que enumerei, pode-se facilmente notar que há apenas seis, a saber: a admiração, o amor, o ódio, o desejo, a alegria e a tristeza: e que todas as outras são compostas de algumas dessas seis, ou então suas espécies. (...)
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ART.79 - As definições do amor e do ódio
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O amor é uma emoção da alma, causada pelos movimentos dos espíritos, que a incita a unir-se voluntariamente aos objectos que parecem ser-lhe úteis. E o ódio é uma emoção, causada pelos espíritos, que incita a alma a querer estar separada dos objectos que se lhe apresenta como nocivos.
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ART.84 - Que não há tantas espécies de ódio como de amor
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Além disso, ainda que o ódio seja directamente oposto ao amor, não se distinguem nele todavia tantas espécies, porque não se nota tanto a diferença entre os males de que se está separado voluntariamente como entre os bens a que se está unido.
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[in As paixões da alma, por Descartes em 1649]
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Descrever assim sentimentos... parece tão simples... :)

E eu não mando nada?

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No dia em que regressei ao trabalho depois das férias grandes (esta tem piada, por si só…) foi-me dito que andava alguém a ligar há já vários dias para mim (hello! Eu também tenho direito a férias, não?)
Na caixa de e-mail, no mesmo tom desesperado, essa pessoa (vim a saber depois) pedia-me para confirmar o meu nº de telefone pois necessitava de me contactar. Assim fiz.

Dois minutos depois toca o telefone:
"...blá blá blá, sôtora, coisa e tal, sôtora, não sei se está recordada de mim, sôtora, blá blá blá, sôtora, tenho andado a pensar, sôtora, blá blá blá, sôtora…" (Grrr...)

Moral da história: o fulano faz-me uma proposta completamente indecente (profissionalmente falando…). Quase ultrajante. Ora eu, para não o mandar logo ali para um sítio que eu cá sei, resolvo fazer uso do clássico “como deve compreender, é uma questão que terei de colocar à consideração superior pois, de certa forma, a decisão final ultrapassa-me…”, sabendo de antemão a opinião da dita consideração superior…(ou achando que sabia!)

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Guess what!?

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A consideração superior é de opinião que devo aceitar. O mesmo é dizer “diz-lhe que sim, e com bons modos!"

[obrigada, chefinho… és um queriduxo]

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Closer each day [ouch]

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. (Cannonball, Damien Rice)

there’s still a little bit of your taste in my mouth
there’s still a little bit of you laced with my doubt
it’s still a little hard to say what's going on
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there’s still a little bit of your ghost your witness
there’s still a little bit of your face i haven't kissed
you step a little closer each day
that I can´t say what´s going on
.
stones taught me to fly
love, it taught me to lie
life, it taught me to die
so it's not hard to fall
when you float like a cannonball
.
there’s still a little bit of your song in my ear
there’s still a little bit of your words i long to hear
you step a little closer to me

so close that I can´t see what´s going on
.
(...)

. [mais uma em repeat mode]

Num mundo paralelo

podiam ter sido tanto...
(...)
Ela chora porque, apesar de tudo, a entristece saber que neste mundo não houve oportunidade para os dois, porque há coisas assim, timings que talvez tenham a sua oportunidade noutra vida.
Ele chora porque deu esta vida à oportunidade.

Diálogos (im)possíveis #5


(…)
- O que é que queres que te dê?
-
A que é que tenho direito?
- A que é que achas que tens direito?
- Podemos sempre achar q temos direito a muita coisa mas, na realidade, aquilo a que, de facto, temos direito, depende do que os outros nos querem dar... Decides tu?

- Humm... e se eu te quiser dar alguma coisa que tu não queres?
- E o que é tu me podes querer dar que eu não queira?
-
Suponho então que quererás tudo o que eu eventualmente te queira dar! É isso?
- Se o que me quiseres dar for aquilo que achas que eu quero que me dês, sim. Parece-te suficiente?

- E o que é que tu queres que eu te dê?
- Já não tínhamos passado por essa pergunta?!


[Ipsis litteris. Conversa de surdos, portanto...]

Esta noite...

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...dormi às prestações.
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Como é possível ter perdido o sono por causa de uma frase, aparentemente, tão insignificante?
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[estou mesmo a ficar velha... tss tss]

De manhã, ao espelho...

Passei (ou alguém passou por mim) 20 e muitos anos da minha vida a (tentar) pentear-me.
E agora? quantos passarei a fazer exactamente o contrário...?

domingo, 31 de agosto de 2008

sábado, 30 de agosto de 2008

Ouvia-se isto e a Terra parava de girar naquele instante...

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Eu fechava os olhos e mergulhava num estranho ritual de contorcionismo, a fazer lembrar sei -lá-o-quê. Deixava, de certo, qualquer um a pensar se eu o faria por dor ou por prazer.
Nada me demovia daqueles gestos, daqueles balanços… e era “sagradinho” que não conseguiria abrir os olhos até a música acabar (vá, a vodka também ajudava…).
No final, enquanto o DJ trocava o CD (era mesmo isso que acontecia, qual mesa de mistura? É pá, grande sítio aquele…) eu reparava que havia sempre uma ou outra pessoa que continuava, julgo que incrédula, a olhar para mim (e a avaliar pela forma como uma ou outra troca de olhares acabou não olhava “por mal“…eheh)
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Sempre que ouço esta música lembro-me do calor que sentia nesse momento, naquele lugar estranho e escuro. De certa forma até, repugnante. Lembro-me dos cheiros e das multidões. Lembro-me do gozo que me dava dançar daquela maneira.
Lembro-me da loucura.
Sinto-lhe o prazer.



"Há na loucura um prazer que só os loucos conhecem." (John Dryden)